Arquivo para Outubro 2007 Page 2 of 2

Full Contact – Volume II


Pela 1a vez o Reino Selvagem chega a seu ápice cinematográfico, aonde seu amigo Coronel Von Lehmann finalmente desenvolve a continuidade de um artigo. Afinal, se Hollywood estica um filme de sucesso em busca de mais dinheiro, também podemos nos dar o direito de revisitarmos um clássico.

Quem lembra do Full Contact Volume I poderá até pensar que estou escrevendo uma nova versão do mesmo assunto com mais efeitos especiais.

Há um fundo de verdade nesta afirmação, mas argumento que estes efeitos especiais mudarão o cenário de seu lar dando a você, protagonista de seu reino, um final feliz.

Hoje vamos fazer mais explorações utilizando o maravilhoso Contact, mas num contexto ligeiramente diferente. O que mudou com o Coronel desde o primeiro artigo?

Desde que iniciei minha peregrinação desenvolvendo a fina arte do “faça você mesmo por mim mesmo”, descobri uma quantidade absurda de combatentes contra a mesmice, muitos inclusive praticando a arte do Full Contact por si mesmos, sem a ajuda de um Sensei.

Na verdade, a volta a este tópico já era planejada desde o inicio, mas como um ninja pronto para o ataque esperava somente o timing correto.

Acho que este momento surgiu quando percebi que meu artigo inicial sobre Contact não aparecia mais na lista de artigos recentes exibida na capa aqui do Reino Selvagem, o que significa que faziam mais de 15 artigos que não tocava neste assunto.

Por outro lado conheci outros decoradores rebeldes fazendo suas próprias produções com nosso autocolante favorito, o que me fez decidir criar uma galeria coletiva com trabalhos destes, logicamente com créditos e contatos.

Mas antes vamos falar das pequenas diferenças, pois assim como temos o Le Big Mac na França, aqui também temos similaridades levemente diferentes…

Antes ensinei a base de aplicação, mostrando como adesivei minha cozinha de laranja, hoje o nível acima será sobre texturas e técnicas introdutórias de plastificação de objetos.

Saibam que esta cozinha não vive sozinha nesse universo plástico. Para que as paredes laranjas tivessem uma boa companhia tive que ir avançando por outros flancos, resolvi mudar seus móveis de fórmica bege (na verdade um tom areia) para branco.

Perfeito! Branco equilibrado com o laranja deu um ar retrô e limpo à cozinha. Mas minha experiência com simulação de texturas se iniciou quando tive que enfrentar um novo elemento que deveria combinar com estas 2 cores do ambiente, um objeto que não poderia ser ignorado pois atraía minha atenção como aquele monolito do filme 2001.

Estou falando de uma geladeira Brastemp Conquistador dos anos 60 que está mais em voga do que nunca, pois a própria Brastemp nos dias atuais seguiu sua própria linha vintage criando um frigobar muito charmoso. O engraçado é que a assinatura com a marca da empresa deste modelo clássico atual, desenvolvido no melhor estilo de carro antigo, é o mesmo de minha geladeira produzida em eras remotas.

O círculo se fecha pois encontrei a inspiração para minha customização exatamente em um frigobar. Como a minha Brastemp Conquistador pedia por uma cor intermediária que “colasse” as 2 tonalidades que tanto me lembravam um ambiente próximo das eras de 60/70, pensei que não ficaria fora de época recobri-la de um adesivo imitando madeira, exatamente como as mini-geladeiras de hotel que me encantavam na infância.

Lembrei que o Contact tinha ao menos 4 variações de padronagens simulando tons de madeira e resolvi arriscar no Ipê, que é marrom escuro, dando um ar de fórmica a peça. Este tom de marrom escuro criou o casamento perfeito, apesar de bígamo, das 3 cores da cozinha.

Esta geladeira foi um achado que encontrei em uma casa de caridade com ótimo preço e estado. A ironia foi ter pago mais no carreto que na peça em si.

Algumas dicas úteis sobre a aplicação de Contact com simulações de textura:

FIGURA ” A “

Tanto em móveis quanto paredes, invadir 2cm a fim de evitar qualquer retração que o Contact sofra com o tempo deixe áreas descobertas. Muita atenção para que a padronagem da textura do adesivo esteja ajustada com a estampa já aplicada a fim de aumentar o realismo do projeto. Está trabalhando com Contact imitando madeira? Tenha certeza que todos os veios estão seguindo a mesma direção.

FIGURA ” B “

Antes de cobrir uma área grande do móvel - uma lateral, por exemplo - tenha certeza que você aplicou tiras de Contact em cada quina do objeto. Estas tiras garantirão que nenhuma parte original da peça apareça. Então aplique uma grande quantidade de Contact em cada lateral terminando na tira, ao invés de fazer a curva para outra superfície grande.

FIGURA ” C “

Em móveis, deixar todos os pontos de emenda nos lados menos visíveis da peça, como nas partes internas de portas ou na parte de trás da geladeira. Quanto maior a área de encontro dos Contacts, maior perigo de embolar ou ficar grosseiro.

Texturas têm a facilidade de mesclar melhor no ponto de emenda, porem é necessário prestar atenção na junção, mantendo os adesivos em posições similares. Por sinal o diferencial principal entre o Full Contact I para com o II é justamente a brincadeira com a profundidade e a ilusão entre o real e o falso.

Uma parede recoberta como em meu 1o artigo ganha uma personalidade totalmente diferente neste contexto. Adoro a estética polinésia tanto quanto detesto a rinite. Esta frase ganha algum nexo após eu explicar que apliquei um delicioso Contact que simula palha trançada em uma parede da sala, gracioso como rattan e limpo como a fórmica. Um quase papel de parede que fascina cada ilustre visitante que recebemos para drinques furta-cor em nossa sala de visitas.

O nível mais avançado que apresentaremos futuramente entra em um universo de texturas com recorte, como por exemplo: como cortar retângulos de adesivo imitando mármore e aplicar em uma grande área simulando uma parede de tijolos.

Mas como diziam no final do filme Conan, essa já é uma outra história…

Em seu devido tempo o Coronel mostrará com quantos artigos se faz uma trilogia.

Não estraguemos a surpresa…

Coronel Von Lehmann

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