Do plástico à plástica

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Da terra a terra e do pó ao pó, já foi se a era em que não precisávamos pensar no qual biodegradável era um material. A reciclagem age como uma forma de se pensar duas vezes antes de se jogar algo fora e até transformar as características de um objeto o reinventando. Mas quanto tempo demoramos para perceber o potencial de algo considerado como lixo por muitos?

A expedição de hoje tem um safári fotográfico conduzido pelo designer, fotógrafo, pintor e irrequieto Roberto Stelzer. Explicando com suas própria visão algo que o Coronel considera um bom exemplo de visão, experimentalismo e apreciação de um refugo, o reempregando em busca de uma nova função na sociedade. Neste caso em particular o Sr.Stelzer conseguiu quebrar um paradigma, de brincar com peças de consumo sem que tudo caísse em outra leitura de arte pop.

Convido a todos conhecerem este interessante experimento visual através das palavras do próprio Roberto:

Desde tempos distantes venho me ocupando de juntar e fotografar brinquedos e artefatos de materiais diversos, principalmente os mais simples e baratos, que muitas vezes são desprezados e vão parar no lixão, onde possivelmente ficarão soterrados embaixo sob um futuro parque ou condomínio de alto luxo.

Dentre todos os materiais industrializados um que sempre me chamou muita atenção foi o “Vacum Form”, aquela embalagem de plástico usada em muitos brinquedos e utensílios, geralmente com a forma parecida do produto, colada num fundo de papel cartão.

Sempre guardei estes plásticos com muito interesse e até já cheguei a comprar alguns produtos só pela forma da embalagem, mesmo não sabendo o que fazer com eles. Tentando há muito decifrar os motivos de minha atração por esses objetos transparentes de contornos suaves.

Certo dia, usando uma dessas peças como vasilha para misturar tinta látex e pigmentos me deparei com uma nova característica: Estas peças poderiam ser pintadas, repintadas e ainda assim manter certa transparência. Além disso, poderiam ser sobrepostas a outros objetos transparentes ou mesmo a uma base de vidro que também poderia ser pintada. Tudo mantendo uma transparência.

Pintei e fotografei várias peças na contra luz e toda esta série acabou se transformando em uma exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Não por acaso, acabei juntando 3 atividades que tenho o maior apreço: a pintura, a fotografia e o design.

Abraços a todos,

Roberto Stelzer

www.robertostelzer.com


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2 Respostas para “Do plástico à plástica”


  1. 1 O próprio

    É uma honra figurar nos domínios do Reino Selvagem.
    Abraço ao Coronel e todo o seu bando de um homem só.

  2. 2 vivi

    Esse roberto é muito foda!!!
    Sou muito fã dele e do Reino Selvagem tb!!!

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